Agradeço o conforto,
O estômago,
O alfabeto e o evangelho.
E peço perdão pela decepção.
De o conforto fadigar conforto,
Do estomago cheio me inspirar coragem,
De o alfabeto limpar minha garganta
E de o evangelho ser minha primeira crítica, quando ainda criança.
Ah, não me esqueço nunca da televisão.
Ela acelera meu sono,
Que nunca foi o mais tranqüilo.
Obrigada por tanta tecnologia,
Ela me ensinou que botões podem servir de cordas vocais e megafones.
Agradeço-te burguesia,
Por sua afasia.
E pelas lentes de contato.
Agora te olho sem sinais vitais,
Sem os meus sinais.
Nayra Matos
sábado, 1 de dezembro de 2007
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