Não existe poesia na vida.
Nos cumprimentos, nas despedidas.
Existe obrigação, educação, tédio.
O tédio infiltrado na poesia.
Sempre suga, sempre o natural.
Alguns “bom dia” e nada real.
E a gente passa fome do profundo.
E a gente sente frio.
E o calor desaparece dentro de olhos e bocas.
E a gente mata todos os poetas,
Em uma chacina educada.
Tão educada e vazia,
Que os poetas sobrevivem à morte,
A morte real.
E morrem pro imoral.
Uma chacina quase suicida,
Quando o real passa a ser ilusão.
E eles carregam suas armas,
Com sua única munição:
O assassinato de um ser imortal.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
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2 comentários:
ói eu aqui! hahahaha
ói eu aqui
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