terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Dedicatória à espontaneidade morta.

Esse escrito é pra todos os escritos horríveis que escrevi sem rasurar.
Pra quando a vida era feita de momentos vividos e não de erros corrigidos.
Pra sexualidade virgem dos meus quatorze anos.
Que não conhecia o orgasmo mas que gozava,
Gozava em cada póro e milimtro de pele do meu corpo
A ansiedade por qualquer toque.
Orgasmos sim! Múltiplos!
A cada rubor vermelho dos bons costumes sendo quebrados
Tão tímida e lentamente e com culpa por ninguém se interessar.
Pros dias pra dormir por sono de dormir,
pras noites sem dormir por insônia de não dormir.
Pros dias e noites acordados e lavados por lágrimas
De tristezas pra chorar.
Esse escrito é pra quem um dia eu fui
E odiei cada momento de ser.
Pra pessoa que hoje eu sou que quem eu fui
Odiaria conhecer.
E agora, o vermelho cresceu e não é mais rubor.
Os bons costumes são só dos outros,
E as noites não dormidas são tentando escrever.
Mas rasuras, rasuras limpas, rasuras editoras, rasuras certas,
Elas não me permitem gostar.

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